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Seres Vivos

Classificação Geral dos Seres Vivos

Até a metade do século XX, os seres vivos são classificados em apenas duas categorias: reino animal e reino vegetal. Com o progresso da biologia, a classificação se amplia para incluir organismos primitivos que não têm características específicas só de animais ou de vegetais.

A partir da década de 60, o critério internacionalmente aceito divide os organismos em cinco reinos:

Moneras – Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes (células sem núcleo organizado). O material hereditário é constituído por ácido nucléico no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes consideradas vegetais primitivos.

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Protistas – Seres unicelulares ou pluricelulares eucariontes (que possuem núcleo individualizado). Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo. Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo (causador do mal de Chagas) o plasmódio (agente da malária), que até a metade do século XX eram considerados animais primitivos e algas unicelulares e pluricelulares.

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Fungos – Seres eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os cogumelos. Já foram classificados como vegetais, mas sua membrana possui quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São heterótrofos (não produzem seu próprio alimento), por não possuírem clorofila.

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Animais – São organismos multicelulares e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento). Englobam desde as esponjas marinhas até o homem, cujo nome científico é Homo sapiens.

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Plantas – São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores. Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma membrana de celulose e por serem autótrofas (sintetizam seu próprio alimento pela fotossíntese). Existem cerca de 400 mil espécies de vegetais classificados.

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Classificação das Plantas:
As plantas são divididas em dois grupos: as fanerógamas e as criptógamas.

Fanerógramas: São plantas com sementes, por meio das quais elas se reproduzem também chamadas espermatófitas ou espermáfitas. Possuem raiz, caule, folhas e sementes. Algumas tem folhas e frutos, outras não. Um exemplo desse grupo são: a mangueira, o pinheiro, o capim, a roseira, a alface, o agrião, a mandioca, etc. As fanerógamas dividem-se em dois subgrupos:


Angiospermas: são plantas que possuem frutos. Exemplos: limoeiro, tomateiro, pessegueiro. É o grupo vegetal mais bem adaptado ao planeta. São plantas que possuem raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes. A flor é a estrutura reprodutiva dessa plantas. Nela, encontramos o ovário e os óvulos. Após a fecundação, os óvulos se transformam em fruto. Os frutos auxiliam a dispersão das sementes, mesmo quando alguns animais, como aves e mamíferos, os ingerem. Nesse caso, a casca impede a digestão da semente, a semente é depositada, com fezes do animal, longe da planta-mãe. A semente germina e da origem a uma nova planta. Nas sementes, existe uma estrutura chamada cotilédone. Com base nessa estrutura, as angiospermas são divididas em duas classes:

Monocotilêdoneas: plantas em cujas sementes há apenas um cotilédone. Exemplos: lírios, orquídea e milho

Dicotiledôneas: plantas em cujas sementes há dois cotiledôneas. Exemplos: rosa, girassol e feijão.

GIMINOSPERMAS

ANGIOSPERMAS

RAIZES

Pivotante - (Sistema radicular)

DICOTILEDONEA

MONOCOTILEDÔNEA

Pivotante (sistema radicular)

Fasciculada (sistema radicular)

CAULE

Lenhoso e ramificado (sistema monopodial)

Ramificado

Não ramificado

FÔLHAS

Forma, Tamanho e inervação variáveis

Inervação reticulada

Inervação paralela

FLOR

Unissexuais e aperiantadas Femininas: carpelos abertos e óvulos expostos. Masculino: folhas estaminhal com sacos polínicos.

Dímeras, tetrâmeras e pentrâmeras

Tímeras

FRUTO

Não produzem frutos

Com 2,4 ou 5 Lojas

Número de lojas a 3 ou seu múltiplo

SEMENTES (EMBRIÃO)

2 OU MAIS COTILÉDONE

2 COTILÉDONE

1 COTILÉDONE

Gimnospermas: são plantas sem frutos. Tem folhas pequenas e pontiagudas. O grupo de gimnospermas mais conhecido é o das coníferas. Exemplos: pinheiro, o cipestre, e a sequóia. As gimonospermas possuem estruturas especiais de reprodução chamadas estróbilos, ou cones (daí o nome colíferas). Algumas espécies apresentam árvores só com estróbilos masculinos e árvores só com estróbilos femininos. Na maioria os estróbilos femininos e masculinos se encontram nas mesmas árvores. Quando o estróbilo masculinos se abre, ele libera grande quantidade de grãos de pólen. Os grãos de pólen são as estruturas reprodutora masculina, que contém a célula sexual. Levados pelo vento, os grãos de pólen vão fecundar os óvulos nos estróbilo feminino. Os óvulos fecundados desenvolvem-se dando origem às sementes , que no pinheiro-do-paraná, recebem o nome de pinhão. As sementes permanecem protegidas nos estrobilos femininos, que passam a ser denominados pinhas. Ao amadurecer, a pinha se abre liberando as sementes. Estas ao germinar darão novas plantas.

Criptógamas: são plantas que não possuem sementes, nem flores e frutos. Algumas não possuem raiz, nem caule, nem folhas verdadeiras; outras são formadas apenas por um talo. São exemplo desses grupos as algas, os musgos ( briófitas) a avenca e a samambaia (pteridófitas).

Briófitas: compreendem os musgos e as hepáticas. São vegetais extremamente pequenos, sendo formados por rizóides, caulóides e filóides. São plantas avasculares (sem condutores de seiva ou alimento)

Pteridófitas: compreendem samambaias e avencas. São os primeiros vegetais vasculares. Possuem o corpo dividido em raiz, caule e folhas.

NOMENCLATURA ZOOLÓGICA

Com tantos tipos de animais e numerosos taxinomistas trabalhando para denomina-los e descreve-los em diferentes países , poderiam surgir algumas confusões na nomenclatura.

Por esse motivo é necessário obedecer certas regras para dar nomes aos animais; regras estas que só foram estabelecidas após os brilhantes trabalhos do botânico Sueco Carolus Linnaeus em 1758 (Carlos Lineu).

Regras:

1 – O nome dos animais devem ser escritos em latim (Lineu usou o latim, porque era a língua dos intelectuais em sua época).

2 – Todo animal tem obrigatoriamente dois nomes no mínimo. O primeiro é o do gênero e o segundo o da espécie (Sistema binominal criado por Lineu).

Ex: Homo sapiens

3 – O nome do gênero deve ser sempre escrito com inicial maiúscula, e o da espécie com inicial minúscula.

Ex: Trypanosoma cruzi

Quando se dá o nome especifico em homenagem a uma pessoa, como no exemplo acima, acrescentamos a letra i no sobrenome do homenageado se for do sexo masculino.

Ex: Carlos Bates = batesi.

Quando o Homenageado for feminino, acrescentamos ae no sobrenome.

Ex: Sônia Costa = costae

4 – Quando existe subespécie, o seu nome deve ser escrito depois do da espécie e sempre com inicial minúscula.

Ex: Rhea americana darwing ou Apis mellifera adansoni

5 – Quando existe subgênero o seu nome deve ser escrito depois do nome do gênero, entre parênteses, e sempre com inicial maiúscula.

Ex: Anofheles (nissurrhynchus) darlingi

6 – O nome dos animais devem ser grifados ou deve se usar um tipo de letra diferente do texto, em geral usa o negrito ou caracteres itálicos .

7 – Se um gênero ou espécie foi descrito mais de uma vez, deve-se sempre usar o primeiro nome que o animal foi descrito, mesmo que seja errado. É a lei da prioridade. Expl. Trichuris trichiura é conhecido também como tricocéfalo, em vista de ser usado durante muito tempo o nome Tricocephalus trichiuris. O nome mais antigo Trichuris - (thirix = cabelo; aura = cauda) significa cauda capilar . Quando se descobriu que a parte filiforme do verme correspondia à extremidade cefálica e não caudal, procurou-se mudar o nome para Trichocephalus, o que não é permitido pela regra da prioridade.

8 – Nos trabalhos científicos, depois do nome da espécie colocasse o nome do autor (o naturalista que a descreveu) e o ano da publicação do trabalho onde foi descrito. Expl. Triatoma infestans - Klug, 1834.

Obs. O nome do autor e data, citados entre parênteses, indicam que a espécie em questão foi descrita originalmente em gênero diversos do que aparece citado. Expl. Trypanosoma cruzi (Chagas, 1909). Originalmente foi descrito como Schizotrypanum cruzi . Dias, em 1939 foi quem rivalidou.

9 – Tem terminações padronizadas as seguintes categorias : superfamilia (oidea), família (idae), subfamilia (inae) e tribo (ini). Expl. O pernilongo vetor da malária pertence a superfamilia Culicoidea , família Culicidae, subfamilia Culicinae e a tribo Anophelini.

Exercicio

- PLATELMINTOS e NEMATELMINTOS -

01) (PUC-RS) Os platelmintos são animais que apresentam o corpo achatado e sua espessura, quase desprezível, proporciona uma grande superfície em relação ao volume, o que lhes traz vantagens. A forma achatada desses animais relaciona-se diretamente com a ausência dos sistemas:
a) digestivo e excretor.                   d) digestivo e secretor.
b) respiratório e circulatório.            e) secretor e nervoso.
c) excretor e circulatório.

02) (UFMG) Observe as figuras que se referem ao ciclo da esquistossomose mansônica.
Em relação às figuras, é correto afirmar que:
a) a infecção ocorre em 1 pelas formas 3, 4 e 5.
b) a meiose ocorre da fase 3 para a fase 4.
c) a passagem do indivíduo 5 pelo indivíduo 6 é necessária para que ele dê origem a 4.
d) o indivíduo indicado por 6 é o hospedeiro definitivo do parasito.
e) os indivíduos indicados em 2 localizam-se no sistema porta-hepático de 1.

03) (FUVEST) Impedir que as larvas penetrem na pele, que os ovos caiam na água e destruir os caramujos são maneiras de controlar a transmissão da:
a) malária.                                d) febre amarela.
b) doença de Chagas.                       e) cisticercose.
c) esquistossomose.

04) (PUC-SP) O doente que apresenta cisticercose:
a) foi picado por
Triatoma.
b) nadou em água com caramujo contaminado.
c) andou descalço em terras contaminadas.
d) comeu carne de porco ou de vaca com larvas de tênia.
e) ingeriu ovos de tênia.

05) (PUC-RJ) O esquema abaixo representa um verme capaz de parasitar o intestino humano.
Assinale a opção que corresponde a uma adaptação desse verme à vida parasitária:

a) fecundação cruzada.
b) circulação aberta.
c) pigmentos respiratórios.
d) excreção por células-flama.
e) ausência do tubo digestivo.

 06) (VUNESP) Na questão abaixo, relativa às verminoses, são feitas as seguintes afirmações.
  I - Andando descalço, o homem pode adquirir a ancilostomose.
II - Comendo carne crua de porco, o homem pode adquirir a cisticercose cerebral.
III - Elefantíase, doença de Chagas e malária são doenças transmitidas por insetos.
Assinale:
a) se I e II estiverem corretas.          d) se apenas II estiver correta.
b) se I e III estiverem corretas.         e) se I, II e III estiverem corretas.
c) se II e III estiverem corretas.

07) (CESGRANRIO) A elefantíase ou filariose é uma parasitose comum na região amazônica. Sua profilaxia pode ser feita através do combate ao inseto vetor e do isolamento e tratamento das pessoas doentes. O agente causador e o hospedeiro intermediário dessa parasitose são, respectivamente:
a)
Ascaris lumbricoides e um mosquito de gênero Culex.
b)
Wuchereria bancrofti e um mosquito do gênero Culex.
c)
Wuchereria bancrofti e o caramujo.
d)
Schistosoma mansoni e a filária.
e)
Ancylostoma duodenale e a filária.

08) (PUC-MG) Leia, com atenção, as informações abaixo:
  I - Triblástico pseudocelomado.
II - Não possui hospedeiro intermediário.
III - Larvas desenvolvem-se no solo.
O parasita que possui as características acima é:
a)
Taenia solium.                          d) Ascaris lumbricoides.
b)
Schistosoma mansoni.                    e) Enterobius vermiculares.
c)
Ancylostoma duodenale.

09) (UFU-MG) Analise as seguintes medidas profiláticas:
  I - Uso de sapatos e eliminação higiênica das fezes humanas.
II - Cozinhar totalmente a carne de porco.
III - Destruição de caramujos planorbídeos.
As medidas I, II e III previnem, respectivamente:
a) o amarelão, a teníase e a esquistossomose.
b) a ascaridíase, a cisticercose e a esquistossomose.
c) a ascaridíase, a esquistossomose e a cisticercose.
d) o amarelão, a cisticercose e a esquistossomose.
e) a elefantíase, a teníase e a barriga-d'água.

10) (UNIFOR-CE) A planária e a lombriga são, respectivamente, organismos:
a) pseudocelomado e pseudocelomado.
b) acelomado e pseudocelomado.
c) pseudocelomado e acelomado.
d) acelomado e celomado.
e) pseudocelomado e celomado.

11) (UNICAMP-SP) Os parasitas podem alcançar o organismo humano de várias maneiras. Trichomonas vaginalis, Plasmodium falciparum e Schistosoma mansoni são exemplos representativos de três destas maneiras. Explique, resumidamente, cada uma das três.

12) (UFMG) Observe a figura:
No ciclo evolutivo da
Taenia solium, as setas com a linha contínua estão corretas e uma das setas com linha tracejada está errada.
1. Para que este ciclo fique correto, deverá ser eliminada uma das setas com a linha tracejada. Cite o número da seta que está errada.
2. Com base no ciclo evolutivo da
Taenia solium, responda:
a) Qual é o seu hospedeiro definitivo?
b) Em que órgão se localiza a
Taenia adulta?
3. Considerando os sistemas digestivo, circulatório, respiratório e reprodutor, indique o que estaria presente na
Taenia adulta.
4. Cite uma medida de saneamento que atue diretamente na diminuição da incidência da cisticercose suína.

 

13) (UFF-RJ) No Brasil, a esquistossomose encontra-se em franca expansão, com focos surgindo nas cidades do sul e noroeste de Minas Gerais. Esta doença tem no homem seu principal hospedeiro definito, sendo que as modificações ambientais, introduzidas pelo mesmo, favorecem a sua proliferação. Quais as medidas profiláticas disponíveis no combate a esta parasitose?

14) (UNICAMP) Uma das maneiras de diagnosticar parasitoses em uma pessoa é através do exames de fezes. As parasitoses abaixo podem ser diagnosticadas por este exame? Justifique sua resposta em cada cada:
a) esquistossomose;
b) ascaridíase;
c) doença de Chagas.

15) (FAAP) Em que doenças parasitárias:
a) o verme adulto vive, preferencialmente, no sistema linfático humano?
b) a larva do parasita passa pelo meio aquático, após sair do caramujo?

 

- GABARITO - PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS -

01 - B

03 - C

05 - E

07 - B

09 - A

02 - E

04 - E

06 - B

08 - C

10 - B

11) Tricomonas vaginalis: pelo ato sexual; Plasmodium falciparum: picada do mosquito Anopheles; Schistosoma mansoni: penetração de cercária através da pele em contato com água contaminada.
12) 1. Seta 3.
    2. a) Hospedeiro definitivo: homem
       b) Intestino
    3. Só o reprodutor.
    4. Construção e tratamento da rede de esgotos.
13) Tratamento do doente com medicamento que eliminam o verme; instação de fossas ou rede de esgotos e combate ao caramujo.
14) Saneamento básico com tratamento de esgotos e fossas sépticas e campanhas educativas para melhorar a higiene pessoal nas regiões atingidas pelas verminoses.
15) a) Filariose (elefantíase)
    b) Esquistossomose

 

Exercício

 

PORÍFEROS e CNIDÁRIOS

01) (UNIRIO) Qual das alternativas abaixo justifica a classificação das esponjas no sub-reino Parazoa?
a) Ausência de epiderme.
b) Ocorrência de fase larval.
c) Inexistência de órgãos ou de tecidos bem definidos.
d) Hábitat exclusivamente aquático.
e) Reprodução unicamente assexuada.

02) (FUVEST) A característica abaixo que não condiz com os poríferos é:
a) respiração e excreção por difusão direta.
b) obtenção de alimentos a partir das partículas trazidas pela água que penetra através dos óstios.
c) hábitat aquático, vivendo presos ao fundo.
d) células organizadas em tecidos bem definidos.
e) alta capacidade de regeneração.

03) (UFBA) No processo digestivo das esponjas, atuam células de dois tipos: umas englobam o alimento e fazem a digestão intracelular; outras distribuem a todas as demais células o produto dessa digestão. São elas, respectivamente:
a) solenócitos e macrófagos.                  d) histiócitos e amebócitos.
b) coanócitos e amebócitos.                   e) coanócitos e histiócitos.
c) cnidoblastos e nematocistos.

04) (UFJF-MG) Observe as seguintes afirmativas:
I - A grande capacidade regenerativa das esponjas revela a pequena interdependência e diferenciação de suas células.
II - A água que circula pelo corpo de uma esponja segue o trajeto: ósculo - átrio - óstios.
III - Nem todas as esponjas possuem espículas calcárias ou silicosas.
Assinale:
a) se apenas I estiver correta.               d) se apenas II e III estiverem corretas.
b) se apenas I e II estiverem corretas.       e) se apenas I e III estiverem corretas.
c) se I, II e III estiverem corretas.

05) (UFBA) No mesênquima dos espongiários, podemos encontrar células com diversas funções, exceto:
a) originar gametas.
b) transportar substâncias para outras células.
c) produzir espículas calcárias ou silicosas.
d) transmitir estímulos nervosos.
e) contribuir na digestão intracelular.

06) (UFV-MG) O principal papel dos coanócitos nos poríferos é:
a) transportar substâncias para todo o animal.
b) originar elementos reprodutivos.
c) formar o esqueleto do animal.
d) provocar a circulação da água no animal.
e) dar origem a outros tipos de célula.

07) (UNIFOR-CE) A figura abaixo mostra o ciclo de vida de um cnidário.
A fase que ocorre logo após a reprodução sexuada é a representada em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.

08) (UFPR) Relacione as colunas e assinale a alternativa correta:

(1) Coanócitos
(2) Células nervosas
(3) Átrio
(4) Mesênquima
(5) Cnidoblastos

(  ) Cavidade central das esponjas.
(  ) Células de defesa dos celenterados.
(  ) Mesogléia, abaixo da epiderme.
(  ) Digestão intracelular dos poríferos.
(  ) Camada média da estrutura dos poríferos.

a) 3 - 2 - 5 - 1 - 4.                          d) 3 - 5 - 2 - 4 - 1.
b) 5 - 3 - 2 - 1 - 4.                          e) 3 - 5 - 2 - 1 - 4.
c) 5 - 2 - 3 - 1 - 4.

09) (VUNESP-SP) Sobre os celenterados são feitas três afirmativas. Observe-as:
I - A maioria dos cnidários têm hábitat aquático, sendo poucas as espécies de hábitat terrestre, as quais são representadas por pólipos.
II - Os cnidários são urticantes e, para isso, dispõem de baterias de células especializadas chamadas coanócitos.
III - Alguns cnidários se reproduzem por alternância de gerações, quando então os pólipos dão medusas e as medusas dão pólipos.
Assinale:
a) se apenas uma afirmativa estiver correta.
b) se as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se as três afirmativas estiverem corretas.

10) (FUVEST) A Grande Barreira de Recifes se estende por mais de 2000 km ao longo da costa nordeste da Austrália e é considerada uma das maiores estruturas construídas por seres vivos. Quais são esses organismos e como eles formam esses recifes?
a) esponjas - à custa de secreções calcárias.
b) celenterados - à custa de espículas calcárias e silicosas do seu corpo.
c) pólipos de cnidários - à custa de secreções calcárias.
d) poríferos - à custa de material calcário do terreno.
e) cnidários - à custa de material calcário do solo, como a gipsita.

11) (UFV-MG) A digestão dos celenterados ocorre:
a) nos meios intra e extracelulares.           d) no meio intracelular.
b) no meio extracelular.                       e) no celoma posterior.
c) no celoma anterior.

12) (ACAFE-SC) De acordo com a complexidade, as esponjas são classificadas em três tipos.
a) Cite os tipos.
b) Caracterize um dos tipos.

13) (UNICAMP-SP) Discuta uma estratégia para obtenção de alimentos e incorporação de nutrientes, entre invertebrados que apresentam dois folhetos germinativos durante seu desenvolvimento embrionário.

14) (FUVEST-SP) Por que as medusas podem, pelo simples contato, levar pequenos animais à morte ou provocar irritações cutâneas em seres humanos?

15) (FUVEST-SP) Existem semelhanças entre o ciclo de vida de muitos animais cnidários (águas-vivas, por exemplo) e o ciclo de plantas como musgos e samambaias:
a) Qual o tipo de ciclo de vida compartilhado por esses seres?
b) o que caracteriza esse tipo de ciclo?

 

- GABARITO - PORÍFEROS E CNIDÁRIOS -

01 - C

06 - D

11 - A

02 - D

07 - C

 

03 - B

08 - E

 

04 - E

09 - A

 

05 - D

10 - C

 

12) a) Ácon, sícon e lêucon.
   
b) O tipo mais simples é o áscon, em forma de vaso, com uma cavidade no interior, aberta em cima pelo ósculo. A parede possui três camadas: epiderme, mesênquima e endoderme, e é interrompida pelos poros que dão penetração à água com o alimento que é recolhido pela camada de coanócitos da endoderme.
13) Os cnidários são animais com dois folhetos embrionários (diblásticos), que usam cnidoblastos para a captura das presas. A digestão começa na cavidade gastrovascular (digestão extracelular) e termina no interior da célula (digestão intracelular). Os resíduos são eliminados pela boca, já que esses animais não possuem anûs.
14) Porque possuem cnidoblastos, que são células capazes de injetar um líquido tóxico quando entram em contato com outro organismo.
15) a) Em ambos ocorre metagênese ou alternância de gerações nos ciclos de vida.
    b) Nesses ciclos ocorre uma alternância de gerações sexuadas e assexuadas. Entretanto, nos musgos e nas samambaias, a fase sexuada é haplóide e a fase assexuada é diplóide. Nos cnidários, tanto a fase sexuada (medusa) como a assexuada (pólipo) são diplóides.

As Características dos Seres Vivos

 

            Os seres vivos e a matéria bruta possuem propriedades diferentes. Os seres vivos são dotados de um conjunto de características que não existem na matéria bruta (sem vida). Abaixo, comparados à matéria bruta, os seres vivos apresentam:

ü  Composição química mais complexa;

ü  Organização celular, que vai muito além da organização dos átomos e das moléculas constituintes de toda matéria (viva ou bruta);

ü  Capacidade de nutrição, absorvendo matéria e energia do ambiente para se desenvolver e manter suas funções vitais;

ü  Reações a estímulos do ambiente;

ü  Capacidade de manter seu meio interno em condições adequadas, independente dos fatores externos, como calor e frio;

ü  Crescimento e reprodução, originando descendentes semelhantes;

ü  Capacidade de modificar-se ao longo do tempo, através do processo de evolução, desenvolvendo adaptações adequadas à sobrevivência.

Esse conjunto de características depende da molécula de ácido nucléico, mais particularmente do ácido desoxirribonucléico ou DNA. É ela que determina os pontos comuns e as diferenças entre os seres vivos que habitam nosso planeta.

 

1.     Composição Química:

 

Toda matéria existente no universo é feita de átomos. No centro do átomo há partículas com carga elétrica positiva, os prótons, e partículas sem carga elétrica, os nêutrons. Girando com rapidez ao redor dessa região central, encontramos os elétrons, com carga elétrica negativa. Como o número de prótons é igual ao número de elétrons, o átomo é eletricamente neutro.

A principal diferença entre dois átomos está no número de prótons. Esse número é chamado número atômico e identifica cada tipo de átomo. Assim, todos os átomos de hidrogênio têm um próton em seu núcleo (número atômico 1); todos os átomos de carbono têm seis prótons (número atômico 6) e assim por diante.O número atômico explica as diferentes propriedades físicas e químicas de cada átomo.

 

Os átomos se ligam uns aos outros e formam as moléculas. A molécula da água, por exemplo, é formado por dois átomos de hidrogênio ligados a um átomo de oxigênio. A força que mantém os átomos unidos é chamada ligação química.

Na matéria bruta, os átomos estão agrupados em compostos relativamente simples, formando as substâncias inorgânicas (também chamadas substâncias minerais), como a água, vários sais e gases e os cristais de rocha. Nos seres vivos, além de substâncias inorgânicas encontramos substâncias orgânicas. As substâncias orgânicas são formadas por átomos de carbono que se unem, podendo formar longas cadeias contendo outros átomos, como os de oxigênio, nitrogênio e, obrigatoriamente, de hidrogênio.

A matéria viva apresenta composição química mais complexa do que a matéria bruta: enquanto um grão de areia é formado apenas por um tipo de substância – a sílica –, uma bactéria, apesar de ser bem menor do que um grão de areia, possui água, sais minerais e diversas substâncias orgânicas, como proteínas, açucares, gorduras, ácidos nucléicos, entre outras.

 

2.    Organização Celular:

 

Nos seres vivos, uma enorme quantidade de moléculas inorgânicas e orgânicas se reúne, formando a célula. A célula é a unidade fundamental dos seres vivos, sendo capaz, por exemplo, de se nutrir, crescer e reproduzir. Muito pequena – possui aproximadamente a centésima parte de um milímetro –, só pode ser vista pelo microscópio.

As bactérias, os protozoários e alguns outros tipos de seres vivos são unicelulares; mas a maioria é pluricelular. O corpo humano, por exemplo, contém mais ou menos 60 trilhões de células.

As células semelhantes, nos seres pluricelulares, se reúnem, com o mesmo tipo de função, formando um tecido.Tecidos semelhantes formam um órgão. Órgãos com funções semelhantes se organizam em sistemas ou aparelhos.O conjunto de sistemas forma um organismo.

No corpo humano, por exemplo, o conjunto de células nervosas forma o tecido nervoso. O encéfalo, a medula e os nervos formam o sistema nervoso, este responsável pela coordenação entre diferentes partes do corpo e pela integração do organismo com o ambiente.

Caixa de texto:  Mas a organização dos seres vivos não termina com a formação de um organismo. Sabemos que os seres vivos interagem com o ambiente, inclusive com os outros seres vivos. Organismos da mesma espécie agrupam-se numa determinada região, formando uma população. A população mantém, relações com populações de outras espécies que habitam o mesmo local, formando uma comunidade. Uma comunidade representa o conjunto de todas as espécies vivas que habitam determinado ambiente, como uma floresta. A comunidade influi nos fatores físicos e químicos do ambiente – como chuva, o solo e a temperatura – e esse fatores também influi na comunidade.

O conjunto constituído por seres vivos, fatores físicos e fatores químicos, é chamado de ecossistema, ex: uma floresta. E a soma de todos os ecossistemas do planeta formam a biosfera. 

3.   Nutrição, Crescimento, Respiração e Metabolismo:

 

Um organismo vivo é instável e frágil. As proteínas e outras moléculas orgânicas presentes no ser vivo se desgastam com o tempo. A estrutura do ser vivo só pode ser mantida à custa de uma substituição permanente de suas moléculas e de muitas de suas células.

A nutrição não só garante ao ser vivo a reconstrução das partes desgastadas, mas também a formação de novas células, durante o período de crescimento. Esse crescimento, que se faz pela multiplicação de células no interior do corpo, é chamado de crescimento por intuscepção. Outra forma de crescimento é chamada de crescimento por decomposição ou aposição, um exemplo, é o cristal (matéria bruta) que pode crescer pela adição de novas moléculas à sua superfície.

Boa parte dos alimentos digeridos serve como fonte de energia para o organismo. Várias moléculas orgânicas de alimento podem ser utilizadas como combustível, mas é mais vantajoso para o ser vivo usar um açúcar, a glicose.

A glicose (C6H12O6) é uma molécula orgânica e reage com o oxigênio do ar (O2), transformando-se em gás carbônico (CO2) e água (H2O). Nessa transformação, a molécula de glicose é quebrada, liberando energia. Esta, por sua vez, é utilizada nas atividades do organismo, como o movimento, a produção de calor, a transmissão de impulso nervoso ou a construção de grandes moléculas orgânicas durante o processo de reconstrução ou crescimento do corpo. Esse processo de quebra da glicose chama-se respiração celular.

O organismo pode construir grandes moléculas formadoras de partes de células – esse processo é chamado anabolismo (ana = erguer), que são transformações de síntese ou construção.E quebrar moléculas de alimento, obtendo energia – processo denominado catabolismo (cata = para baixo), que são transformações de análise ou decomposição.

O conjunto dos dois processos é chamado metabolismo (metabole = transformar).

 
   
   
 

 
 
 


 

Uma parte do alimento é usada pelo metabolismo, ou seja, na produção de novas moléculas, no crescimento e na renovação das células do corpo. Outra parte é utilizada pelo catabolismo, ou seja, é destruída, tanto podendo produzir energia como ser eliminada. Ao conjunto de todas essas transformações químicas chamamos de metabolismo.

Nutrição Autotrófica e Heterotrófica:

 

Nutrição Autotrófica (auto = próprio; trofo = alimento):

Realizada apenas pelas plantas, algas e por certas bactérias. O organismo é capaz de produzir todas as moléculas orgânicas do seu corpo a partir de substâncias inorgânicas que retiram do ambiente, como o gás carbônico, água e sais minerais. O organismo vegetal usa a energia do Sol, que é absorvida pela clorofila. Esse fenômeno, chamado fotossíntese, produz substâncias orgânicas para o organismo e libera oxigênio na atmosfera.

 

Nutrição Heterotrófica (hetero = diferente):

Os animais, os protozoários, os fungos e a maioria das bactérias não são capazes de realizar fotossíntese. Esses seres precisam ingerir moléculas orgânicas prontas.

 

 

4. Estímulos ao Ambiente:

 

            Todos os seres vivos são capazes de reagir a estímulos ou modificações do ambiente, ou seja, todos possuem irritabilidade.

            Nos vegetais, as reações aos estímulos costumam ser mais lentas do que nos animais, por exemplo, pelo crescimento do caule em direção à luz ou pelo crescimento das raízes em direção ao solo. Esse fenômeno vegetal de irritabilidade é chamado tropismo.

            Em algumas plantas, como a sensitiva ou dormideira, a reação pode ser mais rápida: um simples contato externo provoca o fechamento das folhas em segundos. Esse fechamento se deve à diminuição na pressão da água existente numa dilatação na base das folhas. Mecanismos semelhantes ocorrem com plantas carnívoras, que capturam pequenos animais.

            Todos os seres vivos têm irritabilidade, mas só os animais possuem sensibilidade. Sensibilidade é a capacidade de reagir de diferentes formas aos estímulos ambientais.

            As formas que os seres vivos têm de reagir ao ambiente são adaptativas, isto é, são formas que contribuem para a sobrevivência ou a reprodução da espécie.

 

 

5. Homeostase:

 

            A propriedade do ser vivo de manter relativamente constante seu meio interno é chamada homeostase. O ser vivo não muda sua composição química e suas características físicas.

            Com a homeostase conseguimos manter constantes, por exemplo, a temperatura, a quantidade de água no organismo e a concentração de diversas substâncias presentes no corpo.

            A homeostase é importante para a manutenção da vida. Se o nosso ambiente interno mudar muito, ficando, por exemplo, excessivamente quente ou muito frio ou demasiadamente ácido, as reações químicas podem parar e o indivíduo morre.

 

Caixa de texto:   

 

 

 

 

 

 

 

 

Se a temperatura do corpo começa a aumentar muito, uma mensagem do cérebro estimula a produção de suor pelas glândulas sudoríparas. Quando o suor evapora, perdemos calor. O cérebro também promove a dilatação de vasos sanguíneos da pele. Com isso, a superfície do corpo recebe mais sangue e o calor pode sair mais facilmente.

6. Reprodução e Hereditariedade:

 

            O ser vivo envelhece e morre, mas antes disso ele se reproduz. Os filhotes são semelhante aos pais, esse fenômeno chama-se hereditariedade.

            Quanto à reprodução, ela pode ser assexuada ou sexuada.

 

ü O gene e o Controle das Características Hereditárias: a reprodução e a hereditariedade dependem do DNA (ácido desoxirribonucléico). O DNA se localiza em filamentos chamados cromossomos, no interior das células.

A estrutura conhecida como gene corresponde a um segmento ou pedaço da molécula de DNA. Os genes contêm as informações responsáveis pelas características do indivíduo. O organismo dos seres vivos trabalha de acordo com as ordens do DNA.

As características de um organismo não dependem apenas do DNA, o meio ambiente também é importante. As características são o resultado de um trabalho conjunto do gene e do meio ambiente.

Outra propriedade do DNA da qual a hereditariedade depende é da sua capacidade de se duplicar, formando cópias exatamente iguais.

 

ü Reprodução Assexuada: nessa reprodução um pedaço do corpo do ser vivo se separa, cresce e origina um novo indivíduo.Na reprodução assexuada, os decendentes recebem cópias iguais do DNA do indivíduo original e, conseqüentemente, possuem as mesmas características

Reprodução Sexuada: é o tipo de reprodução realizada pela união de células especializadas, o gameta. Na maioria dos casos, a produção de gametas está ligada a uma diferença de sexo nos indivíduos adultos: o sexo feminino, produz o gameta feminino chamado óvulo; o sexo masculino, produz o gameta masculino denominado espermatozóide.

Nos vegetais os nomes são diferentes: o gameta feminino é o oosfera, e o masculino é o anterozóide.

Quando ocorre a fecundação – união do espermatozóide com o óvulo – forma-se o zigoto ou célula-ovo. O zigoto se divide várias vezes formando assim um novo indivíduo. Esse indivíduo possuirá genes da mãe e do pai; suas características serão resultado de uma combinação das características paternas e maternas.

7. Evolução:

 

É o processo pelo qual os seres vivos se transformam ao longo do tempo.

 

ü Mutação: o mecanismo de hereditariedade garante que os filhos sejam semelhantes aos pais. Mas se esse mecanismo fosse infalível, as espécies não se modificariam ao longo do tempo. As espécies hoje existentes são resultantes de espécies que existiram no passado e que sofreram transformações.Isso se deve, porque, às vezes, o DNA produz cópias com erro, que pode ser causado tanto por uma falha durante a duplicação, como pela exposição do organismo à radiatividade ou a certos produtos químicos. Surge assim, uma molécula-filha, diferente da original. Isto se chama Mutação;

 

ü Seleção Natural: quando a mutação é vantajosa ela tende a se espalhar pela população. Mas quando ela é prejudicial ela fica rara e pode desaparecer. O processo pelo qual o ambiente determina quais os organismos com maior possibilidade de sobrevivência é chamado de seleção natural. A idéia de seleção natural foi desenvolvida pelo cientista Charles Darwin.

 

ü As mariposas de Manchester: essas mariposas são um caso clássico de seleção natural. Com o escurecimento do tronco das árvores, depois da instalação de fábricas próximas ao bosque, o número de mariposas escuras aumentou. Hoje, porém, com o controle da poluição na Inglaterra, os troncos voltaram a ficar claros e o número de mariposas brancas aumentou.

Caixa de texto:   

ü Adaptações de animais e plantas: Os vegetais são organismos que se originaram de seres que no passado tinham nutrição autotrófica. O corpo ramificado das plantas, principalmente árvores, com a grande superfície de folhas funcionando como coletores de energia solas, é uma adaptação ao modo autotrófico de vida.

Já os animais são provenientes de seres que tinham nutrição heterotrófica. O corpo compacto, os músculos e o sistema nervoso e sensorial são adaptações que facilitam a busca de alimento e o deslocamento do animal.

Existem muitos organismos que não podem ser representados como animais ou vegetais, pois se mantiveram parecidos com os seres iniciais e não chegaram a desenvolver estruturas típicas de animais e vegetais. Esses organismos estão representados pelas bactérias, pelos protozoários, por algumas algas e pelos fungos.

 

Colaboração de: Rachel Duarte

Relação Entre os Seres Vivos


     Nas comunidades bióticas encontram-se várias formas de interações entre os seres vivos que as formam. Essas interações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interações; caracterizam-se pelo benefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o prejuízo do outro. Essas relações são denominadas
harmônicas ou positivas
.... 
     Outras formas de interações; caracterizadas pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de relações recebem o nome de
desarmônicas ou negativas
.... 
     Tanto as relações harmônicas como as desarmônicas podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies diferentes. Quando as interações ocorrem entre organismos da mesma espécie, são denominadas
relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as relações acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de interespecíficas ou heterotípicas. 
... 
    
CLASSIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS: 
........... 
     As principais relações entre os indivíduos de uma comunidade são esquematizadas no quadro que segue: 
 

 .Relações harmônicas intra-específicas: 

    
1)Colônias - colônias são associações harmônicas entre indivíduos de uma mesma espécie, anatomicamente ligados, que em geral perderam a capacidade de viver isoladamente. A separação de um indivíduo da colônia determina a sua morte. 
........ 
     Quando as colônias são constituídas por organismos que apresentam a mesma forma, não ocorre divisão de trabalho. Todos os indivíduos são iguais e executam todas as funções vitais. Essas colônias são denominadas
homomorfas ou isomorfas. Como exemplo, podem ser citadas as colônias de corais (celenterados), de crustáceos do gênero Balanus (as cracas), de certos protozoários, bactérias, etc. 
........ 
     Quando as colônias são formadas por indivíduos com formas e funções distintas, ocorre urna divisão de trabalho. Essas colônias são denominadas
heteromorfas. Um ótimo exemplo é o celenterado da espécie Phisalia caravela popularmente conhecida por "caravelas". Elas formam colônias com indivíduos especializados na proteção e defesa (os dactilozóides), na reprodução (os gonozóides), na natação (os nectozóides), na flutuação (os pneumozóides), e na alimentação (os gastrozóides). 

 

.... 
    
2)Sociedades - as sociedades são associações entre indivíduos da mesma espécie, organizados de um modo cooperativo e não ligados anatomicamente. Os indivíduos componentes de uma sociedade se mantêm unidos graças aos estímulos recíprocos. 
Ex: alcatéia, cardume, manada de búfalos, homem, térmitas (cupins), formigas, abelhas. 
......... 
    
Descrição sobre a sociedade das Abelhas melíferas: 
......... 
     A sociedade formada pelas abelhas melíferas (
Apis mellifera) comporta três castas distintas: as operárias, a rainha e os machos ou zangões
......... 
     Uma colméia de abelhas melíferas pode conter de 30 mil a 40 mil operárias. São elas as grandes reponsáveis por todo o trabalho executado na colméia. As operárias transportam o mel e o pólen das celas de armazenamento para a rainha, zangões e larvas, alimentando-os. Produzem a cera para ampliar a colméia, limpam-na dos detritos e de companheiras mortas e doentes. Procuram, no exterior da colméia, o néctar e o pólen. Além disso, guardam e protegem a colméia. 
      As operárias vivem, em média, seis semanas. São todas fêmeas estéreis. 
......... 
     A rainha apresenta a mesma constituição genética que as operárias. A diferenciação entre elas se faz pelo, tipo de alimento recebido na fase de larva. Enquanto as larvas das futuras operárias recebem apenas mel e pólen, as larvas que se desenvolverão em rainhas são também alimentadas com secreções glandulares de operárias adultas. Essas secreções recebem o nome de geléia real. 
......... 
     Cada colméia de abelhas melíferas só tem uma rainha adulta. Esta controla as operárias graças a secreção de uma substância denominada
feromônio. Essa substância se espalha por toda a colméia, passando de boca em boca. 0 feromônio inibe o desenvolvimento do ovário das operárias, impossibilitando-as de se tornarem rainhas. 
......... 
     Quando a rainha adulta abandona a sua colméia para construir uma nova, ela é seguida por cerca de metade das operárias. Inicialmente, esse novo grupo permanece enxameado durante alguns dias, em torno da rainha, num local ainda não definitivo. A seguir, o enxame se fixa em um abrigo apropriado. Uma nova colméia surgirá graças à produção de cera pelas operárias. 
......... 
     Na colméia antiga, aparece uma nova rainha e as que estavam em desenvolvimento são destruídas. Essa nova rainha, ao sair para o "vôo nupcial", libera o feromônio, que estimula os zangões a segui-Ia. Durante o vôo nupcial, a rainha é fecundada. Dependendo da espécie de abelha, a rainha poderá ser fecundada por apenas um zangão ou por vários. 
......... 
     A rainha, uma fez fecundada, volta à colméia, onde, após algum tempo, reiniciará a postura de ovos. Esta se prolongará por 5 a 7 anos.
Os ovos fecundados originarão rainhas e operárias e os não fecundados, os zangões. Enquanto as rainhas e operárias são diplóides; ou 2n pois resultam de óvulos fecundados, os zangões são haplóides ou n. 
......... 
     Os zangões são alimentados da mesma forma que as operárias. Delas diferem por serem haplóides ou n. Os zangões originam-se de óvulos não fecundados, portanto, partenogeneticamente. São importantes no vôo nupcial, pois fertilizam a rainha nessa ocasião. Essa é a única atividade realizada pelos zangões; terminado o vôo nupcial, voltam também à colméia. Como são incapazes; de se alimentar sozinhos, são mortos a picadas pelas operárias ou expulsos da colméia, morrendo conseqüentemente, de inanição  

Relações harmônicas inter-específicas: 

     1) Mutualismo - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual ambos se beneficiam. Esse tipo de associação é tão íntima, que a sobrevivência dos seres que a formam torna-se impossível, quando são separados. 
... 
     Alguns autores usam o termo
simbiose para caracterizar o que definimos como mutualismo. Como a tendência atual é considerar simbiose uma associação entra indivíduos de espécies diferentes, não importando o tipo de relação entre eles, devemos usar o termo mutualismo para caracterizar a simbiose entre indivíduos de espécies diferentes, em que ambos se beneficiam. 
... 
     Como exemplos de mutualismo vamos analisar, entre outros, os líquens, a bacteriorriza, a micorriza, e as associações entre cupins e protozoários e entre herbívoros com bactérias e protozoários. 
... 
    
1.1) Líquens - são constituídos pela associação mutualística entre algas e fungos. A alga realiza a fotossíntese e cede ao fungo parte da matéria orgânica sintetizada. 0 fungo, além de proteger a alga, cede-lhe umidade e sais minerais que absorve. Esse tipo de relação é benéfico para ambos. Permite a sobrevivência do líquen em lugares onde, isoladamente, a alga e o fungo não teriam chance. Os líquens podem ser encontrados em troncos de árvores, nas rochas nuas, nos desertos e no Ártico. 

... 
    
1.2) Bacteriorriza - é o nome que se dá à associação formada pelas bactérias do gênero Rhizobium com as células das raízes de leguminosas, onde se originam as nodosidades. 
... 
     0 esquema que segue mostra uma leguminosa, evidenciando em suas raízes as nodosidades; provocadas pelas bactérias do gênero Rhizobium. 
     Como veremos no ciclo do nitrogênio, as bactérias do gênero Rhizoblum fixam o nitrogênio atmosférico. Transformam esse nitrogênio em compostos nitrogenados, que cedem às plantas leguminosas. Estas usam o nitrogênio desses compostos na síntese de seus aminoácidos e proteínas. Em troca, as leguminosas cedem, às bactérias, substâncias orgânicas que sintetizam. 

Raiz de leguminosa, com nódulos portadores de bactérias do gênero Rhizobium

... 
    
1.3) Micorriza - é um tipo de associação mutualística que ocorre entre fungos e as raízes de certas orquídeas e da maioria das árvores florestais. 0 fungo, ao decompor as substâncias orgânicas, fornece às planta o nitrogênio e outros nutrientes minerais na forma assimilável. As plantas, em troca, cedem ao fungo compostos orgânicos por elas sintetizados. 
... 
    
1.4) Cupins ou térmitas e protozoários - os cupins ou térmitas utilizam em sua alimentação produtos ricos em celulose, como a madeira, o papel e certos tecidos. 
... 
     Contudo são incapazes de digerir a celulose, por não fabricarem a enzima celulase. Por isso, abrigam em seu intestino um protozoário flagelado denominado
Tryconinpha. A celulose, uma vez digerida, serve de alimento para ambos. Os cupins fornecem ao protozoário abrigo e nutrição e, em troca, recebem os produtos da degradação da celulose. 
... 
    
1.5) Ruminantes e microrganismos - os animais ruminantes, do mesmo modo que os cupins, não fabricam a enzima celulase. Como os alimentos que ingerem são ricos em celulose, também abrigam em seu estômago grande número de protozoários e bactérias capazes de fabricar a enzima celulase. 
... 
     A celulose serve de alimento para os herbívoros, as bactérias e os protozoários. A partir daí estabelece-se uma relação mutualística, em que as bactérias e os protozoários fornecem aos herbívoros produtos da digestão da celulose. Os herbívoros, por sua vez, fornecem abrigo e nutrição a esses microrganismos. 
...... 
    
2) Protocooperação - protocooperação ou simplesmente cooperação é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que ambos se beneficiam, mas cuja coexistência não é obrigatória. 
     Como exemplos de protocooperação vamos destacar as associações entre o paguro-eremita e as anêmonas-do-mar, o pássaro anu e certos mamíferos, o pássaro-palito e os crocodilos e a polinização feita por animais. 
... 
    
2.1) 0 paguro-eremita e as anêmonas-do-mar - o paguro-eremita, também conhecido com bernardo-eremita, é um crustáceo marinho que apresenta abdômen mole e desprotegido. Vive normalmente no interior de uma concha vazia de molusco, como a do caramujo, por exemplo. Presas a essa concha, podem ser encontradas as anêmonas-do-mar ou actínias, celenterados popularmente conhecidos por flores-das-pedras. As anêmonas, graças aos seus tentáculos que elaboram substâncias urticantes, afugentam os possíveis predadores do paguro. Este, ao se locomover, transporta a concha com anêmonas, aumentando muito a área de sua alimentação. 

...

     Trata-se de um caso de protocooperação, porque tanto o paguro como a anêmona podem viver isoladamente. Como conceituamos, a coexistência de ambos não é obrigatória
... 
    
2.2) 0 pássaro anu e certos mamíferos - os pássaros conhecidos por anus alimentam-se de carrapatos e outros parasitas encontrados no pelo de certos mamíferos, como o gado, o búfalo, o rinoceronte, etc. Os anus, ao retirarem os parasitas (carrapatos) da pele desses mamíferos, estão se alimentando e, ao mesmo tempo, livram os mamíferos desses indesejáveis parasitas. 
Como no exemplo anterior, a coexistência de ambos não é obrigatória, daí falarmos em protocooperação. 


    
2.3) 0 pássaro-palito e o crocodilo - os crocodilos que vivem do rio Nilo, ao dormirem, podem deixar a boca aberta. 0 pássaro-palito aproveita essa oportunidade para se alimentar dos parasitas (sanguessugas) e restos de alimentos encontrados entre os dentes e na boca do crocodilo. Dessa forma, o pássaro-palito livra o crocodilo dos parasitas indesejáveis e, ao mesmo tempo, alimenta-se. 

 
... 

     2.4) Polinização por animais - pode-se também considerar protocooperação, pois ao se alimentar de vegetais, os pássaros ou insetos podem promover a disseminação de sementes ou pólen. 
... 
    
3) Comensalismo - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual um deles aproveita os restos alimentares do outro sem prejudicá-lo. 0 animal que aproveita os restos alimentares é denominado comensal
... 
    Exemplo de comensalismo muito citado é o que ocorre entre a rêmora e o tubarão. A rêmora ou peixe-piolho é um peixe ósseo que apresenta a nadadeira dorsal transformada em ventosa, com a qual se fixa ao corpo do tubarão. A rêmora além de ser transportada pelo tubarão, aproveita os restos de sua alimentação. 0 tubarão não é prejudicado, pois o peso da rêrnora é insignificante. Os alimentos ingeridos pela rêmora correspondem aos desprezados pelo tubarão. 

... 
     Como exemplo também, as hienas se aproveitando de restos deixados pelo leão, ou
Entamoeba coli se aproveitando de restos alimentares em nosso intestino e, até mesmo, a ave-palito comendo restos alimentares na boca do crocodilo. 
... 
    
4) Inquilinismo - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um deles procura abrigo ou suporte no corpo do outro, sem prejudicá-lo. 0 inquilinismo é uma forma de associação muito parecida com o comensalismo. Desta difere por não haver cessão de alimentos ao inquilino. 
Como exemplos de inquilinismo vamos destacar as associações do peixe-agulha com a holotúria e das orquídeas e bromélias com troncos de árvores. 
... 
    
4.1) 0 Peixe-agulha e a Holotúria - o peixe-agulha (Fierasfer) possui um corpo fino e alongado. Ele penetra no corpo da holotúria, conhecida popularmente como pepino-do-mar, para se abrigar. Do corpo da holotúria, o peixe-agulha só sai para procurar alimento, voltando logo em seguida. 0 peixe agulha apenas encontra abrigo no corpo da holotúria, não a prejudicando em qualquer sentido. 

... 
    
4.2) Orquídeas e bromélias que vivem sobre troncos - a associação entre as orquídeas e as bromélias com troncos de árvores recebe o nome de epifitismo. Por isso, orquídeas e bromélias são denominadas epífitas. Essas plantas conseguem, vivendo sobre os troncos de árvores, o suprimento ideal de luz par realizarem a fotossíntese. 


... 
   

     Uma observação muito importante, aqui, é não confundir as orquídeas e bromélias com plantas parasitas. As epífitas são plantas que apenas procuram abrigo, proteção e luz ideal ao crescer sobre outras plantas, mas sem prejudicá-las. As parasitas, como veremos, prejudicam a hospedeira. 
... 
    
5) Foresia - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um se utiliza do outro para transporte, sem prejudicá-lo. 
Como exemplo temos a rêmora ou peixe-piolho no tubarão ou, até mesmo, o transporte de sementes por pássaros e insetos.

  Relações desarmônicas intra-específicas: 
 
    
1) Canibalismo - É a interação desarmônica onde um indivíduo mata e devora outro de mesma espécie. 

Pode ocorrer na espécie humana, ratos, peixes e até com aranhas, onde a fêmea mata e devora o macho após o ato sexual.

Relações desarmônicas inter-específicas: 

    
1) Predatismo - é a interação desarmônica na qual um indivíduo (predador) ataca, mata e devora outro (presa) de espécie diferente. A morte da presa pode ocorrer antes ou durante a sua ingestão. 
.......... 
     Os predadores, evidentemente, não são benéficos aos indivíduos que matam. Todavia, podem sê-lo à população de presas. Isso porque os predadores eliminam os indivíduos menos adaptados, podendo, influir no controle da população de presas. 
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     Tanto os predadores como as presas mostram uma série de adaptações que permitem executar mais eficazmente as suas atividades. Assim, os dentes afiados dos tubarões, os caninos desenvolvidos dos animais carnívoros, as garras de águia, a postura e o primeiro par de patas do louva-a-deus, o veneno das cobras, as telas de aranha são exemplos de algumas adaptações apresentadas pelos predadores. 
......... 
     Por outro lado, as presas favorecidas pela seleção natural também evidenciam um grande número de adaptações que as auxiliam a evitar seus predadores. 
......... 
     A produção de substâncias de mau cheiro ou de mau gosto, as cores de animais que se confundem com o meio ambiente, os espinhos dos ouriços, as corridas dos cavalos, veados e zebras são exemplos de processos utilizados pelas presas para ludibriar seus predadores. 
......... 
     Entre as adaptações apresentadas por predadores e presas merecem destaque a camuflagem e o mimetismo. 
........... ....... 
    
Camuflagem: 
......... 
     Ocorre quando uma espécie possui a mesma cor (homocromia) ou a mesma forma (homotipia) do meio ambiente. 
Exemplos: 
- aves e insetos de cor verde 
- inseto bicho-pau 
- urso polar (branco como neve) 
- leão no capim seco 
- mariposas iguais a folhas 
......... 
    
Mimetismo: 
......... 
     Ocorre quando uma espécie possui o aspecto de outra. 
Exemplos: 
- cobra-coral falsa (não venenosa) imitando a cobra-coral verdadeira (venenosa); 
- borboleta vice-rei, que é pequena e comestível por pássaros, imitando a borboleta monarca que é maior e de sabor repugnante aos pássaros. 
- mariposas imitando vespas; 
- moscas inócuas imitando abelhas; 
- borboleta-coruja com asas abertas lembram a cabeça de coruja. 
......... 
     Observe um gráfico mostrando o número de predadores (lince) e de presas (lebres) em função do tempo. 

Alterações cíclicas em populações de lebres e linces no Canadá.

.........      2) Parasitismo - é a associação desarmônica entre indivíduos de espécies diferentes na qual um vive à custa do outro, prejudicando-o . 0 indivíduo que prejudica é denominado parasita ou bionte. 0 prejudicado recebe o nome de hospedeiro ou biosado
...... 
     Os parasitas podem ou não determinar a morte do hospedeiro. No entanto, os parasitas são responsáveis por muitos tipos de doenças ou parasitoses ainda hoje incuráveis. 0 parasitismo ocorre tanto no reino animal como no vegetal. 
...... 
    
Classificação dos parasitas 
Os parasitas podem ser classificados segundo vário critérios: 

 
     Quanto ao número de hospedeiros 
Quanto ao número de hospedeiros, os parasitas podem ser classificados em monoxenos ou monogenéticos e heteroxenos ou digenéticos. 
...... 
     Monoxenos ou monogenéticos são os parasitas que realizam o seu cicio evolutivo em um único hospedeiro. Exemplos: o Ascaris lumbricoides (lombriga) e o Enterobius vermicularis (oxiúrio). 
...... 
     Heteroxenos ou digenéticos são os parasitas que só completam o seu ciclo evolutivo passando pelo menos em dois hospedeiros. São exemplos o esquistossomo e o tripanossoma. 
...... 
      Quanto à localização nos hospedeiros 
Quanto à localização nos hospedeiros, os parasitas podem ser ectoparasitas ou endoparasitas. 
...... 
     Ectoparasitas são os que se localizam nas partes externas dos hospedeiros. Exemplos: a sanguessuga, o piolho, a pulga, etc. 
...... 
     Endoparasitas são os que se localizam nas partes internas dos hospedeiros. Exemplos: as tênias (solitárias) , a lombriga, o esquistossomo, etc. 
...... 
      Quanto ao número de células 
Quanto ao número de células, os parasitas podem ser classificados em unicelulares ou pluricelulares. 
...... 
     Quando um parasita unicelular se instala no seu hospedeiro, falamos em infecção. Se o parasita é pluricelular, à sua instalação no hospedeiro dá-se o nome de infestação. 
...... 
     Holoparasitas e Hemiparasitas

Os parasitas vegetais podem ser de dois tipos: holoparasitas e hemiparasitas. 
    Holoparasitas são os vegetais que não realizam a fotossíntese ou a quimiossíntese. São os verdadeiros vegetais parasitas. Parasitam os vegetais superiores, roubando-lhes a seiva elaborada. 
     É o caso do cipó-chumbo, vegetal superior não clorofilado. 0 cipó-chumbo possui raízes sugadoras ou haustórios que penetram no tronco do hospedeiro, retirando deles a seiva elaborada. 
.....Hemiparasitas são os vegetais que, embora realizando a fotossíntese, retiram do hospedeiro apenas a seiva bruta. Como exemplo temos a erva-de-passarinho, vegetal superior clorofilado, que rouba de seu hospedeiro a seiva bruta. 
     Os vegetais hemiparasitas apresentam, portanto, nutrição autótrofa e heterótrofa. 

...... 
    
3) Antibiose ou Amensalismo - é a interação desarmônica onde uma espécie produz e libera substâncias que dificultam o crescimento ou a reprodução de outras podendo até mesmo matá-las. 
Como exemplos temos: 
- certas algas planctônicas dinoflageladas (do tipo Pirrófitas), quando em superpopulação (ambiente favorável) liberam substâncias tóxicas na água causando o fenômeno da
maré vermelha onde ocorre a morte de vários seres aquáticos intoxicados por tais substâncias; 
- raízes de algumas plantas que liberam substâncias tóxicas, que inibem o crescimento de outras plantas. 
- folhas que caem no solo (ex.: pinheiros) liberam substâncias que inibem a germinação de sementes. 
- fungos do gênero
Penicillium produzem penicilina, antibiótico que mata bactérias. 
...... 
    
4) Esclavagismo ou Escravismo - é a interação desarmônica na qual uma espécie captura e faz uso do trabalho, das atividades e até dos alimentos de outra espécie. Certas formigas amazonas e formigas foscas, são exemplos. 
     Um exemplo é a relação entre formigas e os pulgões (Afídeos). 
...... 
     Os pulgões são parasitas de certos vegetais. Alimentam-se da seiva elaborada que retiram dos vasos liberianos de plantas como a roseira, a orquídea, etc. 
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     A seiva elabora é rica em açúcares e pobre em aminoácidos. Por absorverem muito açúcar, os pulgões eliminam o seu excesso pelo ânus. 
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     Esse açúcar eliminado é aproveitado pelas formigas, que chegam a acariciar com suas antenas o abdômen dos pulgões, fazendo-os eliminar mais açúcar. 
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     As formigas transportam os pulgões para os seus formigueiros e os colocam sobre raízes delicadas, para que delas retirem a seiva elaborada. 
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     Muitas vezes as formigas cuidam da prole dos pulgões para que no futuro, escravizando-os, obtenham açúcar. 
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     Alguns autores consideram esse tipo de interação como uma forma de protocooperação, particularmente denominada sinfilia. 
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     5) Associação competitiva - a competição compreende a interação ecológica em que indivíduos da mesma espécie ou indivíduos de espécies diferentes disputam alguma coisa, como por exemplo, alimento, território, luminosidade etc. Logo, a competição pode ser intra-específica (quando estabelecida dentro da própria espécie) ou inter específica (entre espécies diferentes). Em ambos os casos, esse tipo de interação favorece um processo seletivo que culmina, geralmente, com a preservação das formas de vida mais bem adaptadas ao meio ambiente e com a extinção dos indivíduos com baixo poder adaptativo. Assim, a competição constitui um fator regulador da densidade populacional, contribuindo para evitar a superpopuIação das espécies.